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Qual o destino? Você pode viajar e procurar muitas coisas, mas se não tiver nada específico em mente, você se verá com duas possíveis opções: ou não vai encontrar nada, ou tudo que você encontrar te servirá. Fazendo uma pequena releitura de Charles Lutwidge Dodgson, pode-se dizer, que eu me encaixo no segundo tipo. Visto que não sei muito o que estou procurando, sempre que sigo por um novo caminho, acabo descobrindo novidades pelas quais me apaixono. Ou mesmo que não caia de amores, elas me servem, e me reconfortam com tudo que fiz. Enfim, é bom olhar pra trás e saber que um caminho inesperado foi prazeroso.
Porque estou compartilhando isso? Bom, Stuttgart foi uma viagem bem inesperada. Eu queria muito ir, mas não sabia se ia dar certo. Tudo seria marcado uma semana antes, dado que os horários aqui são semanais e não fixos. A matéria que eu não estou fazendo caiu na sexta: épico. Comprei passagens, subi no TGV, pela primeira vez, e fui. Detalhe, eu acordei com uma “viúva” no olho. Seduzindo estilo Thom Yorke.

Dei uma pausa em Karlsruhe, na divisa com a frança, pra dar um “olá” pro Shrek, tava precisando falar português com alguém frente-a-frente.  Pegamos aquela balada e curtimos a companhia dos brasileiros.

No outro dia de manhã: Stuttgart. Fiquei um tanto abestado com o fato de que em menos de 6 horas de viagem eu encontrei uma cultura completamente diferente, um idioma completamente diferente e o mesmo vale para a arquitetura. Isso que é incrível de estar na Europa. Escolhi ir pra lá, porque eu tinha alojamento, graças aos contatos do curso de francês em Marseille, e porque a Oktoberfest estava rolando. Por que não?

A cidade tem coisas incríveis para fazer, como o museu da Mercedes Benz e da Porsche para ver, a Ópera, baladas alucinantes (passei por uma que só tocava metal) e muita gente bonita e diferente. Vale a pena a visita, mesmo que não esteja rolando Oktoberfest.

Por sinal, a festa é um pouco decepcionante no quesito preço. Tirando esse fator, depois de dois canecos de cerveja você vai estar dançando e curtindo adoidado. Os brinquedos são divertidos também, além da comida ser boa, entretanto, como dito anteriormente, o preço não agrada muito, por isso, venha com o bolso preparado. E traga blusa, não faça como o mané que a esqueceu em cima da cama e teve que comprar uma.


Curiosas, também são as roupas típicas.

Adoro o choque de culturas, adoro sentar no trem e escutar diversas línguas. Bom mesmo é poder explorar tudo que há no mundo para olhar e descobrir coisas que você nem imaginaria que existia. Pegue mais caminhos incertos e seja feliz.

À bientôt!

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