Fazia tanto tempo que eu não via chuva que até tinha esquecido de como é bom ficar em casa, olhando os pingos baterem no vidro da janela e escutando o barulho tamborilante no telhado e no chão.

Semana passada visitei uma cidade na região periférica de toulon, que se chama La Seyne Sur Mer. É um vilarejo agradável, com casas pequenas. O mais legal de ir para lá é que você pega um barco no porto, ao invés de ônibus.


Tinha alguém me esperando na doca.


Mas o que eu fui fazer nesse lugar? Bom, eu tenho uma matéria que é um projeto em grupo. Nela, nós vamos fazer um barco autônomo. E um pessoal da ETH Zurich e do Google (!) trouxe um barco que se chama Avalon pra colocar na água aqui em Toulon. Eles pediram nossa ajuda, pois precisavam de braços para arrumar tudo. Foi bem válido para ver como tudo foi instalado no barco, ouvir o que foi feito de errado e de certo e tentar colocar esses conhecimentos no nosso barco.Essa é a quilha do barco. Pesa 180 kg.Porta-aviões Charles de Gaulle

Também algo curioso aconteceu. Descobri que tem um grupo de música na faculdade e dentro deles tem várias bandas. Perguntaram-me o que eu tocava eu disse que arranhava violão, guitarra e baixo. Um dos caras me viu tocar baixo e me chamou pra tocar na banda dele. Eu falei que ia, mas primeiro eu precisava ensaiar uma vez pra ver se curtia. Gostei muito. Os guitarristas tem bastante técnica e prática, porém falta um pouco de teoria na hora de compor. E o cantor é bom, com uma voz que transita do agressivo pro calmo. Eles também gostaram bastante de mim, rolou uma sincronia legal. Depois posto umas fotos da gente tocando! Teremos show semana que vem. Me desejem sorte.

Além disso, as matérias começaram a exigir um pouco mais de mim agora. Tem uma em especial, que eu gostei muito: chama-se Gestão da Inovação. O professor é muito didático e a matéria só tem trabalho prático. Nela, aprendi como organizar um brainstorming para criar ideias e desconstruí alguns sensos comuns sobre inovação. Na verdade, todas as empresas que lançam produtos High-tech não inovam, elas pesquisam. São coisas completamente diferentes. Se você colocar 500 engenheiros trabalhando em uma forma de deixar um processador mais rápido ou um celular mais fino, não é inovação, é pesquisa. Entretanto, é lógico que existem produtos high-tech que inovam, um bom exemplo é o Segway. É uma nova ideia de meio de locomoção, ele conta com um centro de gravidade bem baixo e giroscópios para detectar a inclinação da pessoa e iniciar o movimento. Simples, você joga o peso pra frente e ele avança, se você retornar a posição inicial ele para. É bem intuitivo, difícil de construir, mas parece um conceito quase elementar, por isso é inovador.


Gosto muito, Place de la liberté – Toulon:

À bientôt!

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