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Tiro o peso dos ombros, e relaxo na cadeira. Parece que falo de algo figurativo, mas era só a mochila, que agora se encontra no assento da frente. A espera que mata. Ela cria espectativas e as destrói com a mesma facilidade. Porém, depois de 5 horas no aeroporto do Rio de Janeiro, escrevendo e lendo, tentei não pensar muito no que vou encontrar, tanto no voo, como lá. Me concentrei mais em fazer minhas despedidas do que nisso. Foram muitas, e boas, por incrível que pareça.

Passei dez horas vendo filmes novos e séries. Não preguei o olho no avião. Não consegui. Suponho que deva ser o barulho das turbinas, é realmente alto, e meus fones não possuiam um isolamento razoável, era um pouquinho de jazz ao fundo de uma orquestra de notas brancas produzidas pelo vento que se choca com a aeronave.

Cheguei ao Charles de Gaulle. O aeroporto mais lindo que já ví na vida. Era cheio de paredes de vidro, e havia várias coisas incomuns em aeroportos brasileiros.

Salões gigantes com lojas das mais diversas marcas e um trem pra passar de um salão para outro. A sala de embarque para os voos franceses era toda envidraçada, com gente de todo o tipo. O teto era altíssimo e possuía armações brancas que o sustentavam.

“Resolvi. Vou dormir no voo de marseille”, pensei tolamente. Foi o único voo que eu sentei na janela, e não tirei os olhos do chão. Ví a torre Eiffel, bem pequena, mas ví. E ví os maravilhosos campos franceses, muitos, mas muitos campos franceses. Com cores vivas, variando do marrom ao verde. Quando resolvi pregar os olhos, o piloto deu o aviso para pouso. 😐

Cheguei em Marselle com cara de bobo. Tudo novo, com gente diferente e costumes diferentes. Peguei o ônibus para a “Gare”, estação de trem ou metro, e depois o metro. Uma estação. Depois, o “Tramway” um bondinho tecnológico que não tem cobrador. Você compra seu bilhete e o valida em uma máquina e entra. Há fiscalização, mas das 6 vezes que eu utilizei o serviço ontem. Só uma os fiscais estavam lá.

E fui recebido por Laetitia (lê-se Letícia) e Damien (lê-se como no português, não como no inglês). Eles são super simpáticos e acolhedores, me senti em casa. A casa onde fiquei é bonita. Com um monte de árvores e um jardim gigante. E ontem, comprei um computador. Aqui, só tem teclado AZERTY, muuuito diferente do nosso QWERTY. Donc, mudei a configuração no windows pra QWERTY e mudei as teclas de lugar. Simples assim. Chucrisse infinita.

Amanhã posto mais fotos e detalhes. Hoje vou na praia, ver se chega pelo menos perto das brasileiras. Aqui faz um calor mortal, 34 graus agora.

À bientôt!

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